pesquisas

DOUTORADO

SANTANA, Bianca. A escrita de si de mulheres negras: memória e resistência ao racismo. Tese (Doutorado) – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.

Resumo: A hipótese deste trabalho é que a escrita de mulheres negras, de formulação estética de sua própria existência e trabalho de memória, possibilita a constituição de subjetividades e de sujeitos coletivos que permitem resistir ao racismo. A partir de reflexões acerca das formulações de Sueli Carneiro sobre dispositivo de racialidade, biopoder, epistemicidio e resistência, foram reunidos textos aqui categorizados como clássicos ou táticos. Fragmentos destes textos foram interpretados à luz de teorias da memória, arquivos, organização política de mulheres negras, resistência e também de informações do contexto em que a escrita se realizou, divididos em sete eixos: sobrevivência física, preservação da saúde e da capacidade cognitiva; elaboração de traumas; organização de sujeitos coletivos; crítica aos processos de exclusão racial, social e de gênero; ruptura com a subordinação e a subalternização aos discursos de dominação racial, de gênero e social; olhar a partir de uma perspectiva própria; proposição de caminhos de emancipação individual e coletiva. A conclusão é de que a escrita de si de mulheres negras é um instrumento de produção e circulação de informação e conhecimento, técnica de pesquisa e tecnologia individual e coletiva de resistência ao racismo.

Palavras-chave: mulheres negras; dispositivo de racialidade; biopoder; memória; escrita de si.

MESTRADO

Jovens e adultos em processo de escolarização e as tecnologias digitais: quem usa, a favor de quem e para quê?

Divulgação na Agência USP de Notícia.

Texto completo:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-01102012-103931/pt-br.php

Resumo:
As tecnologias digitais compõem um cenário de mudanças em diversas esferas da sociedade. O objetivo deste trabalho foi investigar a presença de tais tecnologias na EJA (educação de jovens e adultos), por meio dos usos que estudantes dizem fazer dessas tecnologias e as possíveis relações desses usos com o processo de escolarização e as aprendizagens que vivenciam. Foram aplicados trinta questionários a jovens e adultos matriculados em salas de EJA de escolas públicas da região da Freguesia do Ó e Brasilândia, na zona noroeste de São Paulo, e realizadas entrevistas de profundidade com cinco dos sujeitos que responderam aos questionários. Os resultados indicam que a maior parte dos sujeitos utiliza as tecnologias digitais fora das escolas para se comunicarem, para se divertirem e aprenderem sobre temas relacionados a projetos pessoais e conteúdos culturais de seu interesse. Também é possível afirmar que a apropriação das tecnologias, explorando suas diversas possibilidades para a realização de projetos individuais ou coletivos, depende de saberes prévios aprendidos na escola. Sem estarem alfabetizados, por exemplo, a capacidade de navegação pela rede fica comprometida, e quanto mais escolarizados, mais os sujeitos da EJA se apropriam das tecnologias digitais. A partir das análises destes resultados são desenhadas recomendações de como os projetos de EJA, as escolas e as políticas públicas podem contribuir para a ampliação dos usos das tecnologias digitais, e para que estes usos auxiliem nos processos de aprendizagem ao longo da vida dos sujeitos da educação de jovens e adultos.
Palavras-chave: aprendizagem ao longo da vida, educação de jovens e adultos, tecnologia educacional, tecnologias de informação e comunicação, TIC

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